Obra sobre ruínas

Este espetáculo fala sobre a falta de liberdade que é diariamente suprimida por padrões arbitrários sociais. Uma padronização que, por consequência, gera um maquinário de ódio e subdivisões de grupos que ultrapassam as divisões de classes sociais, trazendo consigo recorrentes catástrofes. É uma obra para experienciar o amor – pelo ser humano e pela liberdade.

A dramaturgia evidencia a jornada de um indivíduo em seu caminho de transformação, aceitando seu verdadeiro “eu” como ser autêntico, pois em tempos de padronização, essa integridade fica cada vez mais suplantada por formas impositivas e artificiais. Coloca a personagem desta história em batalha consigo mesma, para conseguir se livrar das garras de um poder dominante, faz com que o desarmamento desse opressor aconteça, desconfigurando rótulos e propiciando uma relação de alteridade.

Sinopse do espetáculo

Um Ser, prestes a passar por um processo de lobotomização social, entra num devaneio onírico e começa a divagar sobre as estruturas fundantes que influenciaram sua constituição. Ao perceber que não se encaixa nos padrões da sociedade, cujo a ideia tradicional de masculino e feminino ainda se perpetua, mesmo diante de iminente falência, outorga para si renascer – num Ser híbrido, uma síntese – um terceiro corpo. Numa tentativa de desfragmentar as dores advindas de outras gerações. sinopse

Ficha Técnica

Dramaturgia e direção cênica: Fernando Aveiro

Atuação: Humberto Caligari

Figurino: Rosângela Ribeiro

Cenário: Fernando Aveiro e Humberto Caligari

Iluminação: Aline Santini

Fotografia: Marcelo Villas Boas

Cenotécnico: José Umberto

Produção: Srta.Lô

A encenação

A encenação do espetáculo Obra sobre ruínas apresenta duas linhas de força: o gesto e a palavra. Visando atribuir ao corpo uma potencialidade narrativa, e dimensionar o gesto às feituras simbólicas, a fábula se manifesta de modo pictórico, incorporando à luz da imagem, a palavra, ou, o que resta de voz à figura retalhada da peça.